15 março 2009

CRÍTICA CONSTRUTIVA


Até que enfim leio uma boa notícia em www.g1.com ! Ao abrir o portal hoje me depare4i com a seguinte notícia: VATICANO CRITICA A EXCOMUNHÃO NO CASO DO ABORTO DE MENINA DE NOVE ANOS. E em seguida o resumo da manchete: " Para o colaborador de Bento XVI, decisão do arcebispo de Olinda e Recife em caso da menina de nove anos foi apressada".
Graças a Deus o Vaticano reconheceu que o arcebispo foi precipitado em sua decisão.
Qual religião em sã consciência aceitaria tal fato? Excomungar uma mãe por querer que a filha viva com segurança e dignidade após o ato vergonhoso a qual foi exposta?
 Sobre a excomunhão, o Monsenhor Rino Fisichela fala: "São outros que merecem a excomunhão e o nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e a ajudarão a recuperar a esperança e a confiança, apesar da presença do mal e da maldade de muitos".
Como falei em texto anterior a este, nesse blog, a decisão do arcebispo foi precipitada. Pois em nenhum momento ele se preocupou com a menina. Ele praticou um ato que, a meu ver, gerou mais publicidade ainda para tal notícia e colocou em risco a credibilidade da Igreja Católica.
"Era mais urgente salvaguardar a vida inocente e trazê-la para um nível de humanidade, coisa que em nós, homens de igreja, devemos ser mestres. Assim não foi, e infelizmente a credibilidade de nosso ensinamento está em risco, pois parece insensível e sem misericórdia".
E vou mais além, fazendo minhas as palavras do Monsenhor.Os médicos que praticaram o aborto, "merecem o nosso respeito, ao seu profissionalismo". Eles não fizeram mais do que salvar a vida de uma criança inocente, que corria sério risco de vida por causa da gravidez de gêmeos.
Para encerrar este texto deixo registrado aqui a frase final da reportagem, a qual concordo inteiramente: "Não era, portanto, necessária tanta urgência em dar publicidade e declarar um fato que se atua de forma automática, mas sim um gesto de misericórdia".

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