26 agosto 2013


Saudade triste

Ando pelos caminhos da minha solidão... Passo pelas muitas encruzilhadas de minha vida...
volto no tempo... revejo meus erros... 
mas percebo que sem eles, minha vida não teria valido a pena.
Foi com meus erros que amadureci, que caí e me levantei
que caí novamente e tornei a levantar...
Foi com meus buracos negros, meus poços profundos que aprendi o sentido do amor
Aprendi que não há felicidade no mundo
há apenas momentos fugazes e efêmeros
que devem ser vividos intensamente
mas que diluem-se rapidamente.
Nas minhas encruzilhadas há muitos despachos,
tanto para o bem, quanto para o mal...
porque antes, não fazia distinção
a minha vida era uma encruzilhada emaranhada
e a solidão minha companheira...
Hoje ainda somos amigas
ainda andamos de  mãos dadas
ainda há um vazio em meu peito,
mas sei colocar uma máscara na cara
sei colar um sorriso em meu rosto
triste pra ninguém notar...
Mas ainda há aqueles que olham para além do sorriso
e percebem a tristeza dos olhos
uma constante em mim...
Ouve uma pessoa que me apelidou de "olhos tristes"
foi a única...
pois apesar de meus sorrisos forçados,
minha máscara de alegria,
quando sozinha em meu quarto
as lágrimas caem...
lavam meu rosto...
o meu pranto?
só a solidão vê,
porque um coração magoado e ferido,
está coberto pelo corpo de carne
oculto...
a noite se esvai e dia enfim desperta,
coloco de novo minha máscara na cara,
ensaio o meu melhor sorriso e toco a 
vida pra frente...
Mesmo com a minha solidão triste,
tenho que viver a vida!

by Mylla Galvão

21 agosto 2013

MOMENTOS DE INSPIRAÇÃO - 7ª Edição


A carta misteriosa

       Paula estava no ateliê de sua casa, olhava vários catálogos de lingerie e pensando em como iria fazer para comprar tecido para fazer mais peças para a sua coleção "primavera/verão". De repente, do meio do catálogo, caiu uma carta! Uma carta meio amarelada pelo tempo, é verdade. Mas uma carta!             Ávida por novidades, ela pegou o envelope e o manuseou. Era meio volumoso... Parecia que continha muito mais que a carta, o papel mesmo... O que haveria nele? Por que estava ali naquele catálogo? Pra quem seria aquele envelope? Paula tornou a manusear o envelope, virando-o para o lado do destinatário. 
            Em letra rebuscada e em excelente ortografia, Paula viu que o envelope era para ela! Mas ela não conhecia aquela letra! De quem seria? No remetente, estava escrito apenas "Tia Hélida". Quem seria Tia Hélida? Ela não conhecia ninguém com aquele nome! Será que sua mãe saberia de quem se tratava?
          Saindo do ateliê, Paula foi até a cozinha e encontrou a mãe fazendo biscoitos. Perguntou de chofre a ela:
             _ Mamãe? Quem é Tia Hélida? 
             _ Hélida? Minha tia-avó, porque?
        _ Porque estava no ateliê olhando os catálogos de lingerie e imaginando onde iria arrumar dinheiro para os tecidos da coleção "primavera/verão" e de repente, do meio de um desses catálogos, caiu esse envelope. Está bem amarelado. E pareceu-me bem volumoso. Está endereçado a mim! Como pode ser mamãe? Ela sabia sobre mim? Você sempre disse que meu nascimento era um segredo de família? Como pode ser isso?
            A mãe de Paula ficou meio embaraçada. Primeiro avermelhou-se como um pimentão... Depois começou a suar em profusão... Em seguida, desmaiou no chão! A massa dos biscoitos que tinha nas mãos, caiu também no chão. A filha tinha descoberto, sem querer, parte de seu segredo!
          _ Mamãe? Mamãe? A senhora está bem? Paula ficou um tanto quanto assustada. Mas lentamente, sua mãe foi se recuperando. Paula puxou uma cadeira, e colocou a mãe nela. Em seguida deu a ela um copo de água com açúcar. Sua mãe sorveu o precioso líquido quase todo e deu um longo suspiro. Preparou-se para o pior: contar seu precioso "segredo" a filha!
          _ Paula! Você não é minha filha! Você é minha sobrinha! Na verdade, você é filha de "Tia Hélida"! Esse segredo, durou o tempo que deveria durar! Acho que durou até tempo demais! Hélida, na verdade é minha irmã. Morreu jovem. Logo depois do parto. Do seu parto! Essa carta estava guardada há exatamente vinte e um anos. Por isso está tão amarelada. Nela, está a explicação desse segredo e um presente de sua mãe para você! Espero que entenda a razão desse segredo. E a razão de seu nome. Mais não posso contar... Porque senão a carta perderia a graça!
             As palavras de sua "mãe" estavam dançando em sua cabeça! Ela estava confusa! Como não era filha dela? E toda a sua infância? Adolescência? Fora tudo um engano? Um embuste? Aos tropeções, ela deixou a cozinha e foi de novo para o ateliê. A carta ainda estava sobre a mesa. Em cima do catálogo que estava olhando! Uma carta de sua verdadeira mãe? 
             Lentamente, ela abriu a carta. Um suave perfume se espalhou pelo ateliê. Perfume de jasmim... Seu preferido! Dentro do envelope havia muitas e muitas notas de dólares! Uma pequena fortuna! As notas se espalharam pela mesa! Mas Paula não estava interessada nelas. Estava interessada nas folhas perfumadas de jasmim: 
            "Paula, minha amada filha... Quando você ler estas linhas, não estarei mais entre vocês, aí da Terra! Espero que me perdoe, pela minha fraqueza. Estou doente! Muito doente! Mas mesmo contra a indicação de seu pai (meu médico), quero levar a tua gravidez adiante. Escrevo estas linhas deitada na cama, pois sinto-me fraca demais até para levantar-me. Minha irmã prometeu-me que cuidaria com carinho de você. Que serias a filha que ela nunca teve. Agarro-me a esta certeza, como minha última esperança... Dentro desse envelope, está toda a minha fortuna. Deixo-a para você querida! Ah! o meu maior sonho era tê-la em meus braços no momento em lesses esta carta! Mas sei que nunca poderei fazer isso! Perdoe-me minha pequena Paula (o nome de teu pai, meu amado amor impossível!) Perdoe as minhas fraquezas... 
                De sua eterna mãe, Hélida.
           Quando acabou de ler a carta perfumada, Paula chorava copiosamente! Foi em direção à cozinha e abraçou a "mãe-tia"...
                _ Obrigado Mãe! Muito Obrigado! Pela minha vida, e pela minha "mãe Hélida"!

Este texto faz parte da blogagem coletiva do blog M@myrene
                    
    

        


15 agosto 2013

DICA DE AMIGA PARA AMIGA: CORRIMENTO VAGINAL



Em um papo hoje pelo Facebook, com uma amiga, ela me perguntou o que era ou o que seria um "corrimento" vaginal. Perguntou se era normal, ou se teria algum perigo para ela. Como ocorria isso. De cara já falei pra ela que não era. E que sim, ela precisaria ir ao médico. Mas como sei que ela odeia ir ao médico, passei a forma correta dela fazer a lavação de suas calcinhas... (ela lavava debaixo do chuveiro e as colocava para secar lá mesmo!) Então a dica hoje vai para aquelas amigas, meio "desinformadas" que ainda usam esse método arcaico de lavagem de calcinhas e outros toques a mais...

1 - O que é corrimento?

É uma secreção que aparece na vagina e que pode ter várias colorações e vários odores. No geral ele contém fungos e bactérias, servem de proteção e defesa do organismo. (células da vagina e do colo do útero)

2 - Quando ele é normal?

É normal quando não cheira, não coça e tem a coloração de uma clara de ovo ou um pouco mais branco.

3 - Em que época ele aparece mais? Como identificá-lo?

Ele aparece mais na época da ovulação (meio do ciclo menstrual e antes da menstruação).Em algumas mulheres, ele é mais intenso pelo uso do anticoncepcional.

4 - Quando o corrimento pode ser considerado Anormal?

Quando sua cor mudar para um amarelo-esverdeado ou acinzentado. Provoca coceira e ardor na vagina. 
IMPORTANTE: se isso ocorrer, procure um ginecologista o mais urgente possível para ele indicar um tratamento adequado!

5 - Como ocorre o corrimento?

O aumento do calor e da umidade dentro da vagina. Quando isso ocorre, há o surgimento do corrimento.

6 - Algumas dicas básicas para EVITAR o corrimento:

# Não usar roupas apertadas (p/evitar o calor e a umidade da vagina e a proliferação de fungos e bactérias)

# Dormir sem calcinha (diminui o calor da vagina)

# Usar sabonete íntimo no banho todos os dias (flora vaginal equilibrada)

# Lavar suas calcinhas com água fria e sabão em pó (coloca de molho, esfrega, enxágua e coloca para secar no sol ou na sombra) - nunca no banheiro!

# Secar bem os pêlos da vulva para evitar excesso de umidade.

Fonte: Vya Estelar

10 agosto 2013

PORQUE SOU ATIVISTA DA AMAMENTAÇÃO - Blogagem Coletiva


Em primeiro lugar, porque fui uma mãe omissa. Quando tive meu único filho, tinha 21 anos. Fiz 22 lá no hospital. Não queria amamentá-lo porque "doía" muito... Na verdade, havia tanto leite que "empedrou"... Depois de resolvido o problema, meu filho não sabia sugar e doía mais ainda... Então eu tirava o leite do peito com a bombinha e dava na mamadeira... Pra mim, era mais fácil... Quando consegui amamentar de fato, ficou pouco tempo, pois ainda estudava (fazia magistério) e quando ele queria o peito, não estava em casa! O peito vazava, manchava minhas roupas e eu achava aquilo um horror!
Consequência: meu filho mamou apenas 2 meses!
Depois disso, descobri muitos problemas de saúde nele: bronquite, asma, rinite... se eu tivesse insistido na amamentação, talvez ele não tivesse nada disso!
Se eu tivesse amamentado por mais tempo, teria emagrecido mais rápido: engordei 20 quilos, nunca perdidos...
Em segundo lugar, porque descobri tardiamente (mesmo lendo muito) que a amamentação é um excelente "remédio" para a mãe e o bebê... Além de estreitar os laços entre os dois. Meu filho foi criado pela minha mãe; sua verdadeira mãe!
E, hoje, mais velha, depois de tudo isso, descubro que já não posso mais ter filhos e nem ao menos amamentá-lo!
Por isso sou ativista... Para incentivar mais e mais Mães a criar sim, um vínculo mais estreito com seus bebês; a cuidar deles com mais carinho e sobretudo amamentá-los. Pelo menos até 1 ano de idade. Para que as crianças cresçam saudáveis, fortes e livres de doenças, facilmente evitáveis!
O primeiro leite que o bebê mama de sua mãe, é o mais rico em vitaminas, é ele a "vacina" natural que a mãe "serve" a seu rebento.  É o chamado "colostro". Um leite mais grosso e mais amarelo que o normal.
Meu filho tomou desse leite, mas não de mim, da mamadeira que eu mesma dei a ele... Porque doía muito!

Este texto faz parte da Blogagem Coletiva 
Porque sou ativista da amamentação 

04 agosto 2013

MOMENTOS DE INSPIRAÇÃO - 5ª edição


DA JANELA

Da janela ela avistava a paisagem do céu e pensava... Quando ela era pequena, o pai a carregava no colo, fazia carinho em seus cabelos, beijava seu rosto... Era tanto carinho que até assustava... Mas a medida que ela crescia, esses carinhos tornaram-se dolorosos. Quando o pai chegava em casa, ela sentia calafrios percorrerem sua espinha. Rezava mentalmente para que ele não a visse dentro de casa. Às vezes, ela se escondia dentro do armário da cozinha. Ali era seu refúgio secreto. Ali ele não a achava nunca. 
A luminária perto daquela janela, era presente de sua avó, o copo com flores estava ali apenas para lembrá-la de que a bebida não trazia felicidades, apenas amarguras... E ela da janela, continuava perdida em suas lembranças dolorosas... Naquele dia o pai chegou bêbado em casa. A mãe estava no trabalho e a irmã mais nova na creche. Ela, estava sentada na mesinha, em frente aquela mesma janela, que agora lhe trazia tão angustiosas lembranças...
O olhar do pai para ela era lascivo... Ela sabia o que ele queria... E hoje não teria escapatória. De repente ela teve a ideia: na gaveta da mesa havia uma pequena faquinha que servia para abrir correspondências. Silenciosamente, ela abriu a gavetinha e tirou a faquinha lá de dentro e a apertou em sua mão. Quando o pai se aproximou dela, querendo fazer "carinhos", ela apenas se defendeu dele... Sem o menor pudor, deu-lhe várias "estocadas" com a faquinha. Onde a faquinha tocava, era um esguicho de sangue que saía. Sangue viscoso, vermelho, pútrido... Quando ela percebeu, ele estava caído aos seus pés, meio torto, meio ereto... Já não respirava mais...Mas também, nunca mais faria "carinhos" nela... E aquela janela trazia essa lembrança nítida, dolorosa... porém verdadeira!

Este conto faz parte da blogagem coletiva do M@myrene


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