18 maio 2009

Dia das Raças Indígenas da América

Hoje seria um dia para comemorar... Mas o que vemos não é isso... O que vemos é a total falta de respeito quanto aos primeiros habitantes da América. Limitamos seus espaços, antes tão vastos...Fizemos com que eles assimilassem a nossa cultura e tachamos a cultura deles, os costumes deles... de pagãos! O Deus deles no entanto, sempre foi o mesmo do nosso... só que com nome diferente... Tupã.

Os costumes, as culturas eram diferentes porque eram povos diferentes... Nós, os "homens brancos" que nos achávamos superiores a eles, queríamos mandar em tudo, porque afinal, havíamos "descoberto" uma nova terra, um novo continente... E tratamos com total falta de respeito os povos que já habitavam esta Terra Nova. Aqui eles enterraram seus mortos, ali criaram todos seus filhos até o "descobrimento". E não tivemos piedade em dizimá-los, em exterminá-los, como se fossem vermes.

Um dia tomamos consciência da nossa brutalidade... De nosso despudor... Depois de tanto sangue derramado... encharcando o "solo sagrado" deles, criamos o que chamamos de "Reservas Indígenas" e os confinamos a espaços exíguos... Achamos que assim, podíamos nos redimir perante a eles. Ledo engano! Esquecemos que com brutalidade, os "catequizamos" impondo a eles a "nossa cultura". Muitos perderam a sua Identidade... Seus costumes, a favor dos brancos!!!

Nesse dia em que comemoramos o Dia das Raças Indígenas da América, não temos muito o que comemorar... Talvez pedir perdão aos "índios" pelo mal que fizemos a eles... pedir perdão pela imposição da cultura... Estávamos errados... Não devíamos ter imposto nada a eles, mas aprendermos com eles, a dar valor à natureza... a dar valor às pessoas principalmente...
A música do Grupo Legião Urbana - ÍNDIOS - foi composta a alguns anos, mas como todas as músicas do grupo, continuam sempre atuais... E vai servir para ilustrar essa postagem de hoje!!!


Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

5 comentários:

Elma Carneiro disse...

Mylla, muito boa sua postagem sobre a causa indígena, num texto comovente.
Infelizmente essa é a verdade. São pessoas puras e quando se revoltam só possuem como arma o arco e a flexa, ou facões. Não possuem armas de fogo, nem tanques de guerra, e muitos deles perderam mesmo a tradição de sua cultura.
Os selvículas foram catequizados, pois acreditavam que sua modalidade de vida não convinha com o mundo civilizado.
Obrigada pela sua visita, volte sempre.
Desejo uma ótima semana.
Beijos

Ana disse...

Olá,
Estamos te visitando para agradecer sua participação na Blogagem Coletiva "Em Defesa da Infância 2009"
Mas não se esqueça do Dia 25 de Maio - Dia Internacional da Criança Desaparecida - Segunda parte da blogagem - Alerta Amber Brasil! :)
Obrigada!
Editoras do Blog Diga Não À Erotização Infantil
http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/

marie disse...

Mylla
Muito real sua visão do problema!
Os brancos acham-se no direito de ocupar território e impor regras que são perfeitamente desajustadas a certas etnias...
Beijo

jessica kelly pires dos santos disse...

ola.
parabéns pelo texto, na verdade e tudo real
nos brancos não tinhamos direito de tirar aquela pobre vida daquele lugar!!!
mas oq passou passou vamo pensar no presente!!!!

ass:jessica
bjokas

Mônica disse...

Somos todos descendentes dos indios. deveriamos falar mais no assunto. E voce fez isto muito bem.
Sucesso. Vai ganhar!
Com carinho Monica

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