08 julho 2009

GENÉRICOS: VALEM A PENA COMPRÁ-LOS?


Os genéricos surgiram por volta de 1960, por iniciativa do governo americano. Mas foi apenas em 1984, que os EUA definiram os critérios que seriam globalmente empregados no registro desses medicamentos. No Brasil, a Lei dos Genéricos (nº9787) data de 10 de Fevereiro de 1999.
Um remédio passa ter um genérico no mercado quando expira a patente desse remédio, chamado de referência ou de marca. Quando isso ocorre, a concorrência pode copiar sua fórmula e lançá-la no mercado. Como as patentes têm validade, as indústrias de genéricos começam a trabalhar nos lançamentos muito antes dos fins das patentes.
Essa participação no mercado brasileiro vem crescendo ao longo dos anos, hoje está na casa dos 18%. Em 2008 foram 14,55% ou 2 bilhões de doláres de um total de 14,669 bilhões. Os 82 fabricantes do país produzem mais de 2600 medicamentos, capazes de fazer frente a 90% das doenças conhecidas.
A vantagem de se adquirir um remédio genérico, faz bem ao bolso do consumidor. Porque um genérico faz o mesmo efeito que um remédio de marca.
Por lei, eles custam 35% a menos. Em 10 anos, os brasileiros economizaram 10,5 bilhões de reais ao adquirirem genéricos.
Eles são mais baratos porque seus custos de produção são bem mais inferiores que os medicamentos de referência. Esses por sua vez, podem consumir bilhões de dólares e levar anos e anos de pesquisas; por isso ficam caros quando chegam ao mercado e ao consumidor final. Nos genéricos ao contrário, as etapas de produção são bem mais simples, já que a fórmula do medicamento já é conhecida.
Mas há uma diferença entre medicamentos similares e medicamentos genéricos. Os similares, têm o mesmo princípio ativo do medicamento de referência, mas no registro dos similares não são exigidos tantos testes de bioequivaência que são requisitos de registros dos genéricos. Os testes de bioequivalência que são realizados obrigatoriamente nos genéricos, garantem que os efeitos no organismo, são exatamente iguais aos medicamentos correspondentes, assegurando dessa forma o efeito do genérico.
Até 2012, são esperados no mercado, o genérico do Viagra, usado no tratamento de disfunção erétil e o do Lipitor, medicamento contra o colesterol, que é o medicamento mais vendido do mundo. Também são esperados genéricos para asma e doenças respiratórias como rinite alérgica - sprays e aerossois nasais.


Fonte:www.veja.com.br/extras

Foto: Google

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