06 abril 2010

Conto : No banco da Praça

Cansada de tanto andar pela cidade a procura de trabalho, Margareth sentou-se naquele banco para descansar.
_ Oi belezinha! Esperando por mim?
_ ... Quem é o senhor? Não te conheço!
_ Não marcamos aqui ontem? Você prometeu esperar-me aqui neste banco!
_ O senhor está me confundindo com alguma "perdida". Sou uma moça direita! Me dá licença, quero descansar um pouco!
_ Mas você não é a Sandrinha? Parece tanto com ela!
_ Não meu nome não é Sandrinha e nem interessa a você qual o meu nome. Não falo com quem não conheço. Com licença!
E Margareth foi sentar-se em outro banco da praça.
O sujeito foi atrás.
_ O que o Senhor veio fazer atrás de mim? Já não disse que não sou a Sandrinha? Só quero descansar um pouco para ir para casa!
_ Tenho certeza de que você é a Sandrinha e está querendo me enganar...
Eu quero a minha encomenda, passe para cá!
_ Que encomenda meu Senhor? Não tenho nada aqui comigo! Nem sei que encomenda é essa! Me deixe em paz, senão chamo a policia!
_ Quero o meu pacote, Sandrinha! Você prometeu que traria o meu pacote! Te dei dinehiro e tudo! Me dê o pacote e deixo você ir.
_ Dinheiro? Pacote? Não sei de dinheiro e de pacote nenhum meu Deus! O senhor está me confundindo com essa tal de Sandrinha. Já disse que não me chamo Sandrinha!
_ Então qual o seu nome? Se não chama Sandrinha, qual o seu nome? me diga!
_ Não falo meu nome para pessoas que nunca vi. Além do mais, essa conversa está ficando chata! Vou chamar a polícia!
_ Polícia não! Me dá o que é meu e vou embora! Só quero o meu pacote!
_ Não tenho pacote algum moço! Quer revistar a minha bolsa? Não sou a Sandrinha, já disse! Sentei aqui nesse banco apenas para descansar! Sou uma moça decente! Já te disse isso! Quer ver o que eu tenho aqui na bolsa?
E Margareth despejou o conteúdo da bolsa sobre o banco da praça: uma bolsa de maquiagem, uma bolsinha de moedas, os documentos dela e um porta-absorvente. Nada mais. Sem pacote.
O homem ficou com cara de tacho: meio amarelado. Começou a suar frio. Onde estaria Sandrinha? Que fim levara a garota com o seu dinheiro? Já passara das três da tarde e nada dela.
_ Tá bom! Pode ir embora garota... Acredito em você. Me desculpe por confundi-la com outra pessoa.
_ Tchau!
E Margareth se foi. Quando virou a esquina e certificou-se de que ninguém a seguia, retirou a peruca morena da cabeça e sacudiu sua cabeleira loura!
Mais um! Conseguira enganar mais um otário! Do vão de uma escada escura retirou um maço gordo de notas e deliciou-se em contemplá-las:
_ Faltam só mais uns dois ou três. Depois vou ter dinheiro suficiente para fugir daqui...

(continua...)

Um comentário:

Olavo disse...

esperando a continuação

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