23 julho 2012

CONTO: NO HOSPITAL


No hospital naquela segunda-feira a noite, saindo da anestesia, depois de uma bem sucedida operação para extração do apêndice, eu estava querendo dormir um pouco. Mas qual o quê? A minha acompanhante de quarto (quarto do SUS), que também havia sido operada, gemia de dor e quando conseguia cochilar, roncava como um porco em alguns momentos e em outros parecia uma chaleira...
Eis que a enfermeira entra no quarto para me medicar:
_ Vamos olhar sua pressão, sua temperatura, e vamos tomar mais um antibiótico!
Minha acompanhante:
_ Enfermeira! Preciso de um outro remédio para dor! Essa dipirona não adiantou nada! E preciso de um remédio para dormir! Tomo remédio para dormir!
_ Falou isso para o médico? Se não houver prescrição não posso fazer nada!
_ Falei sim!
_ Verei o que pode ser feito!
E eu pensando: "Graças a Deus, poderei dormir um pouco!"
Coça daqui e coça dali - efeito colateral da anestesia, eu remexia na cama, tentando achar uma posição menos incômoda para tentar cochilar... Porque a senhora continuava a roncar muito alto... Pedi para ela virar um pouco, pois daí ela parava um pouco de roncar... Nada! Ela não conseguia se mexer por causa da dor intensa e com isso, seu ronco não parava... E eu não conseguia dormir...
Um pouco mais tarde ainda, lá pelas onze horas da noite, a enfermeira veio medicá-la. Primeiro aplicou-lhe uma injeção de dipirona líquida - ela fez um pequeno teatrinho - falando que estava doendo... Tive que rir, gente! Mesmo sem poder! Depois ela tomou seus comprimidos para pressão e em seguida seu "santo" remédio para dormir!
Só depois de tudo isso é que eu consegui "pegar" no sono!
Ufa! Achei que nunca conseguiria...

Um comentário:

Luma Rosa disse...

Que situação!! Ou melhor, que sofrimento!! Você que devia pedir remédio para dormir! Beijus,

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