04 outubro 2010

A VOLTA POR CIMA V

Graziela balançou a cabeça e não disse nada. Se o Guto pensava assim tanto melhor para seus planos mirabolantes. Acabara de ter outra ideia: não queria mais voltar para aquele "neném". Agora via ele com outros olhos... Descobria pouco a pouco que aquela pessoa com quem convivera por tantos anos era na verdade muito preconceituosa!
_ Olha, estou com um pouco de pressa, você poderia me dar licença?
_ Quer dizer que você não vai até lá?
_ Não! Não vou. Se quiser vá você! É o namorado dela agora...
_ Manoel? Vamos embora? Estou cansada!
_ Já, Grazi? Justo agora que aquele gatinho está me dando a maior "bola"?
_ Pode deixar então... Eu vou de táxi!
_ Não, Grazi. Eu vim com você, volto contigo. Te deixo em casa e volto para cá...
_ Pode deixar Mané, eu vou de táxi. Você já fez um favorzão para mim, me trazendo até aqui... Não quero estragar a sua folga. Fique e curta o seu gatinho.
_ Não quer mesmo que eu te leve em casa, Grazi? Pode ser perigoso, será que tem táxi aqui na porta da danceteria?
_ Tem sim. Olha, assim que você voltar do trabalho amanhã me liga como de costume tá?
_ Então tá, amiga! Beijinhos...
Grazi saiu da danceteria disposta a sair dali o mais rápido possível, mas quando chegou lá fora, o único táxi havia acabado de sair para uma corrida e não havia mais nenhum disponível. E agora? Teria que voltar para dentro da danceteria novamente!
Não! Definitivamente não! A danceteria ficava apenas dois quarteirões de sua casa, iria caminhando para casa!
Ao atravessar a rua, estava tão imersa em seus pensamentos que foi atropelada por um carro! Grazi foi arremessada para longe e já caiu ao chão desacordada!
O motorista do carro saiu desesperado do veículo:
_ Meu Deus! O que foi que eu fiz? Será que ela se machucou muito?
_ Alô? Uma ambulância, por favor? Sim, é o Dr. Saulo. Onde? Na rua em frente a danceteria! Acabei de atropelar uma moça!
Antes da ambulância chegar, havia um pequeno grupinho do lado da porta da danceteria que presenciou o acidente.
_ Gente! Qual é o babado? 
_ Ali, Manoel. Não é aquela garota, sua amiga que está no chão desacordada?
_ Quem? A Grazi? Não! Ela foi embora para casa de táxi.
_ Não foi não! Quando ela chegou no lugar onde os táxis ficam parados, o último havia acabado de sair. Eu vi ela atravessando a rua e vi também, quando ela foi arremessada longe!
_ Meu Deus! Será que ela está muito machucada?
_ Não sabemos. Mas o cara que atropelou ela, chamou uma ambulância.
_ Vou até lá! Afinal viemos juntos para cá.
Manoel atravessou a rua, e viu Graziela estendida no chão, desacordada. Ao seu lado, ajoelhado, um homem vestido de branco, amparava sua cabeça.
_ Grazi, você está bem? Grazi, por favor fale comigo!
_ Amigo! Ela não vai poder falar com você agora! Ela está desacordada! A propósito, como é mesmo o nome dela? 
_ Grazi, aliás, Graziela.
_ Pois bem, a Grazi atravessou a rua sem olhar e eu a atropelei. Já chamei a ambulância... Vou levá-la para a minha clínica. Ela vai ficar bem! Sou médico, Saulo, prazer!
_ Prazer! Manoel!


Continua...


Você pode conferir as outras partes aqui:
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV!




 

2 comentários:

prahlad disse...
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prahlad disse...
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